A imagem da DESO diante da população poderia melhorar

Escrito por Eni Cardoso Publicado . Publicado em Artigos

ERQ SulOs meus quase cinco anos de DESO me levaram a presenciar situações bastante críticas e que de certa forma me convenceram que a nossa empresa precisa recriar sua imagem e sua relação com a população sergipana. A primeira foi a impressão que me causou assumir a função de química na sede da Regional Centro-Oeste: uma CCO bastante avançada, de automação computadorizada, colocada dentro de uma edificação totalmente depredada, com muros quebrados e um reservatório de água elevado ostentando a logomarca da empresa descascada e com aparência de abandono (mas estava em funcionamento).

A segunda foi participar da argumentação que a DESO teve que levar ao Ministério Público em Itabaiana, provando nossa competência, diante de laudos fornecidos pela Odebrecht Ambiental, que estava interessada na cessão dos serviços de água da cidade.

Quando fui destinada para a Regional Norte, cheguei no mês em que ocorreu o acidente onde o elevado metálico da ETA desabou sobre uma escola na cidade de Dores. Foi a terceira situação crítica.
E agora, trabalhando na SUES, estive por cerca de um mês na chamada ERQ Sul, ou Estação de Tratamento de Esgoto do Marivan. A notícia da semana passada foi que vândalos invadiram, roubaram e depredaram a ERQ Sul pela 12ª vez. Eu vou repetir: ASSALTARAM A MESMA LOCALIDADE 12 VEZES!!!

Minha curta passagem pela ERQ Sul mostrou que mais do que alguns problemas técnicos no processamento do esgoto e manutenção dos equipamentos (que são os objetos principais da minha função de Química Industrial) a estação acumulava outros muito mais significativos. O fato de as funções de operador no setor serem consideradas punitivas pela iminência de ataques à ERQ por bandidos e a consequente insegurança no ambiente de trabalho. Comentava-se a perda de 13 armas pelos agentes de segurança devido aos 11 ataques anteriores, acrescidos do fato de que algum funcionário havia sido feito refém em uma das ocasiões.

Então pergunto: O que vamos fazer diante disso? Teríamos alguma chance de melhorar se nos organizássemos no sentido de levar à população uma imagem diferente da DESO? Poderíamos levar às escolas ou associações de bairro uma informação mais simpática da empresa? Será que essa população entende que além de pagar a taxa do serviço de distribuição da água tratada, o serviço de esgotamento sanitário faz de uma ocupação ou favela um lugar mais saudável para viver?

E mais: Que a presença de uma ERQ garante um espaço mais arborizado e menos saturado de construções pela presença de área livre e também de menor poluição atmosférica pela diminuição das emissões veiculares, por exemplo? Será que poderíamos distribuir algum material escolar gratuito (como cadernos) com a logomarca da empresa contendo informações simplificadas numa contracapa de modo que essa população passasse a nos ver como aliados? Poderíamos criar a condição de termos parceiros e clientes ao invés de inimigos? Teríamos como atingir esse objetivo através da ação conjunta de nossas gerências?

Expresso aqui a intenção de colaboração com essas sugestões, pois não acredito em críticas vazias e sem propostas.

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Texto de Eni Cardoso
Química Industrial, lotada na SUES

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